Postado em 30 de Maio de 2016 às 08h27

Alfarroba na cozinha funcional!

Alimentação (91)
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“Alimento Funcional é aquele alimento ou ingrediente, que além das funções nutricionais básicas, quando consumido como parte da dieta habitual, produz efeitos benéficos à saúde” (ANVISA, 2006). Mediante estas definições, é de consenso comum que saúde e boa alimentação caminham juntas. Um novo conceito de nutrição vem angariando adeptos com a chamada alimentação funcional, que é baseada no cardápio individualizado, levando-se em conta a saúde, estilo de vida e as necessidades de cada pessoa para definir o que faz bem ou mal. Estes alimentos têm sido muito estudados e embora não curam doenças, apresentam componentes ativos capazes de prevenir ou reduzir os riscos de algumas doenças.

Alfarroba ou carob em inglês é o fruto da alfarrobeira, uma árvore selvagem, nativa da costa do mediterrâneo, seu nome deriva do vocabulário árabe al karrub. É uma vagem comestível, semelhante ao feijão, com uma coloração marrom escuro e com sabor adocicado, mede em torno de 10 a 20 cm de comprimento e demora em torno de 1 (um) ano para amadurecer. Dentro dela encontra-se entre 10 a 17 sementes, ou quilates, que eram utilizados na antigüidade pelos mercadores para avaliar o peso das jóias (CREDÍDIO, 2006). As inúmeras utilidades da alfarroba têm contribuído para o aumento do cultivo e da transformação desta leguminosa, beneficiado pelo clima mediterrânico, Portugal é um dos maiores produtores mundiais deste produto, logo a seguir Marrocos e a Espanha (MADEIRA, 2005).

A polpa após secagem, trituração e torrefação dá origem ao pó ou farinha de alfarroba, que possui cor e aroma similares ao cacau. Os compostos estimulantes (cafeína e teobromina) que são encontrados no cacau, considerados por diversos autores como fatores antinutricionais responsáveis por efeitos fisiológicos adversos, (BONVEHÍ, J. S.; 2000) não estão presentes na farinha de alfarroba. As metilxantinas (cafeína, teobromina e teofilina), por exemplo, estão presentes em menor concentração – 0,41% na alfarroba e 1,09% no cacau. (MEDEIROS, M. L.; LANNES, S. C. S. 2009).

Além disso, possui baixo custo quando comparada ao cacau e graças a sua composição, rica em carboidratos de baixo peso molecular, apresenta boa solubilidade. (OWEN, R. W. et al. 2003) Apesar das vantagens, a maior parte da alfarroba ainda é descartada; e o uso dos frutos ainda é limitado porque o excesso de taninos causa adstringência.

A polpa ou farinha de alfarroba é rica em pectina e em glicídios simples (20 a 30%), como glicose, sacarose e frutose. 26 Outros constituintes são: proteínas, gorduras, flavonoides, mucilagens (3%), taninos e sais minerais. As sementes, das quais se prepara a goma, são ricas em glicídios complexos como galactomananas (90%) e hemiceluloses. Efeitos benéficos à saúde já foram relatados na literatura; Papagianoopoulos et al. identificaram 41 compostos fenólicos na alfarroba e afirmaram que a mesma pode apresentar alta capacidade antioxidante.

Fonte: CháMais

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