Postado em 21 de Fevereiro às 14h14

Mas afinal stress engorda ou emagrece?

Bem-estar (41)

Uma nova dieta mais restrita, treinos intensos, insónias ou trabalhos por turnos — há vários motivos que podemos associar ao aumento de peso. E um dos mais comuns tem a ver com o stress. Estamos a falar do cortisol ou, se preferir, a hormona do stress, que é vista como a principal causa das alterações negativas no nosso corpo.

“O stress é uma situação adversa que pode ser provocado por variados fatores, uns mais simples e outros menos evidentes. A intensidade e duração dos estímulos stressantes vão contribuir para maior ou menor produção de cortisol”, diz Marta Mourão, nutricionista da cadeia de ginásios Holmes Place.

Isto quer dizer que situações como dormir mal ou seguir uma dieta em que mal pode ingerir calorias, por exemplo, vão contribuir para o aumento dos níveis desta hormona. Normalmente, os níveis de cortisol aumentam pela manhã — quando acorda — e diminuem depois até um novo pico, que pode ser provocado por um treino a meio do dia.

Segundo a nutricionista, por diversos motivos, o cortisol promove mesmo o aumento dos níveis de gordura. No entanto, “não leva a uma acumulação de gordura igualmente distribuída pelo corpo – a zona abdominal é a mais afetada”.

“O aumento dos níveis de cortisol promove uma maior atividade de uma hormona que estimula o apetite (NPY) e diminui os níveis de serotonina. Por este motivo, aumenta a vontade de comer alimentos ricos em hidratos de carbono (onde se incluem os tão aclamados doces)”, continua Marta.

Além desta influência no peso, níveis crónicos elevados de cortisol podem causar outros efeitos negativos — como a perda de tecido muscular, redução da função renal e dos níveis hormonais ou até hipertesão arterial.

No fundo, o organismo é como uma máquina que precisa de óleos essenciais — isto é, nutrientes — para funcionar bem. E, como em tudo, eles têm de ser ajustados às necessidades de cada pessoa.

“Numa sociedade onde os níveis de stress são muito elevados, torna-se difícil fazer uma gestão dos níveis de cortisol e da gestão da perda de peso. No entanto, numa fase de perda de peso é importante que se faça uma análise sanguínea dos níveis de cortisol”, sugere a nutricionista.

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